COMO É A SUA RELAÇÃO COM O DINHEIRO?

O dinheiro é uma parte importante da nossa vida. Trabalhamos duro para ganhá-lo e há quem assuma riscos, às vezes até altos, para multiplicá-lo. Mas, estamos passando por um momento de crise financeira e isso afeta nossa relação com o dinheiro. O fato é que lidar com ele se torna mais fácil quando se tem familiaridade com o assunto. E eis aí um problema! Você, por exemplo, recebeu algum tipo de educação financeira quando era criança?

Se respondeu que sim, você faz parte dos 21% dos brasileiros das classes A, B e C com acesso à internet que tiveram educação financeira durante a infância. Esse dado consta na pesquisa Ibope Inteligência divulgada recentemente. Um outro levantamento feito pelo mesmo instituto apontou que somente 33% da população passou a guardar dinheiro com mais regularidade ou aumentou a quantia que guardava para a aposentadoria após a Reforma da Previdência anunciada pelo Governo Federal. Outros 31% das pessoas sequer fizeram algo pensando nas novas regras.

Esses dados revelam a dificuldade de muitas pessoas em lidar com suas finanças. E isso não se resume a aprender a economizar uma quantia todo mês, cortar gastos, ou evitar cair nos juros do cartão de crédito, por exemplo. Educação financeira é muito mais que isso. Ela ajuda, por exemplo, a lidar com o dinheiro de forma sustentável, a entender seu valor e a falar sobre ele sem culpa. Por exemplo, você consegue cobrar diretamente seus clientes sem sentir qualquer desconforto? Uma pesquisa feita pela Resolvve mostrou que 22% dos profissionais liberais prefere cobrar pelo atendimento por WhatsApp e não durante a consulta.

A nossa relação com o dinheiro afeta nossas relações pessoais e profissionais. E a educação financeira pode ser um caminho para mudar nossa visão, entendimento e, consequentemente, todas essas inter-relações. Isso porque a educação financeira é a arte de dominar o dinheiro, tornando você mais consciente de cada ação atrelada a ele. Envolve buscar uma melhor qualidade de vida tanto para hoje quanto para o futuro, que cada está cada vez mais incerto.

Se você teve uma boa educação financeira em algum momento da sua vida, ótimo! Caso contrário, nunca é tarde para começar. E aqui vão algumas dicas básicas com o objetivo de despertar em você o interesse em aprofundar mais o assunto em ocasião oportuna.

  • Ganhe, economize e invista.

    Esses são os três passos para você aprender a acumular riqueza. E não é uma tarefa simples, requer prática e frequência para se criar o hábito. Se você tem dificuldades em se controlar, ao receber sua renda, salário ou retirar seu pró-labore, a primeira coisa a fazer é pagar todas as contas. Se tiver dívidas, negocie e parcele todas de forma que se encaixe no seu orçamento. Ao fazer isso, pode sobrar dinheiro. Então, guarde um pouco para o mês e invista o restante ainda na primeira semana.
  • Faça aplicações mensais.

    A melhor forma de economizar dinheiro é investindo. E não necessariamente na poupança, até porque ela rende pouco. Há várias opções de investimento tão seguros quanto e ainda mais rentáveis, como o CDB, CDI, Tesouro Direto e outros produtos de renda fixa. A lógica desses investimentos é que você não está só guardando seu dinheiro para pegar os juros no final do mês, mas para deixar todo o rendimento acumular e assim gerar um montante de juros.
  • Entenda a diferença entre preço e valor.

    Essa compreensão vai fazer toda a diferença quando você tiver dinheiro disponível. Se o preço de algo for maior que o seu valor, não faça negócio. Por exemplo, quanto vale sua consulta? E qual o real valor dela para quem teve o atendimento – o impacto na vida da pessoa, de forma que compense, e muito, o preço cobrado?
  • Aprenda a respeitar seu dinheiro.

    Ninguém melhor do que você para saber o real esforço envolvido para ganhar dinheiro. Então respeite isso e aprenda a usá-lo com consciência e responsabilidade.
  • Prepare-se para a sua aposentadoria.

    Especialmente agora, com a reforma da Previdência. Quando você não estiver mais ativo profissionalmente, de quanto acha que vai precisar para viver de forma tranquila e com qualidade? Com base na sua resposta, você pode ter uma ideia de quanto precisa acumular até o momento da sua aposentadoria.

Como dito anteriormente, essas são algumas dicas para despertar a necessidade e a vontade de se reeducar financeiramente ou mesmo iniciar o processo que é muito importante, especialmente no atual cenário. O próprio Banco Central disponibiliza o Programa de Educação Financeira cujo o propósito é contribuir para que as pessoas entendam as relações que influenciam suas vidas na área da economia e das finanças. E conceitua o termo como sendo:

“processo mediante o ​qual consumidores e investidores financeiros melhoram a sua compreensão sobre produtos, conceitos e riscos financeiros e, por meio de informação, instrução ou aconselhamento objetivo, desenvolvem as habilid​​ades e a confiança necessárias para se tornarem mais cientes dos riscos e oportunidades financeiras, para fazer escolhas baseadas em informação, saber onde procurar aju​da e realizar outras ações efetivas que melhorem o seu bem-estar financeiro”.

Com tudo isso, só não se (re)educa quem não quer, não é mesmo?A

Continue acompanhando nossos posts para saber mais sobre educação financeira.  

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